Palmares: Prejudicado por obra da Prefeitura, popular usa tribuna da Câmara para cobrar solução.

A reunião da Câmara de Vereadores dos Palmares, na noite desta terça-feira (19), contou com as presenças de nove dos quinze vereadores com assento na Casa Legistiva.

Uma reunião apática, com poucos requerimentos, e sem trabalho de pauta.

O melhor momento da reunião, foi quando o Sr. Carlos Antônio da Silva, fez uso da tribuna popular, criada na Gestão do Vereador Luciano Júnior, ainda no primeiro mandato.

A Tribuna Popular, é um espaço que qualquer cidadão pode usar para denunciar e levar as demandas da comunidade.

Foi o que fez seu Antônio Carlos, com um discurso, que denunciou e pediu o apoio dos vereadores para fiscalizar, a obra em sua casa que se encontra com rachaduras causadas pela perfuração de poços artesianos, realizadas no início do mandato do Prefeito Altair Júnior há dois anos.

Sr. Carlos se queixou, da falta de atenção do Prefeito, e disse que estava cansado de esperar e não ser atendido.

Confira o discurso do Sr. Carlos na tribuna Popular:

Ilustríssimo senhor vereador presidente desta casa, e seus demais pares,
vos saúdo com uma boa noite. Eu, Carlos Antônio da Silva, Palmarense
casado com D. Valdete Albuquerque Santos da Silva, venho aqui hoje à Casa do povo, para comunicar nossa total insatisfação com o que tem acontecido com nossa família e patrimônio.

Atualmente moramos na rua Olímpio de Souza Cruz número 462, mas antes
morávamos na rua primeiro de maio número 31, no bairro St. Onofre. Em
meados do ano 2017 fomos surpreendidos com uma obra da prefeitura em uma pracinha à poucos metros da nossa casa, que consistiu na abertura de um poço artesiano que de acordo com o prefeito Altair Júnior, supriria o problema da falta d’água naquela comunidade.
Entretanto, ao ser instalada a bomba que distribuiria a água, algo em torno
de trinta casas começaram a apresentar rachaduras inclusive a nossa.

A princípio a prefeitura enviou um grupo de trabalhadores para verificar as casas atingidas se comprometendo com os moradores a sanar os problemas.

Ao chegarem a nossa residência para a avaliação dos danos, perceberam
que a maioria das paredes eram revestidas com cerâmica, e que não seria um serviço rápido, sendo necessário a nossa saída da casa para a realização do serviço.

Nossa residência foi visitada por várias pessoas ligadas à prefeitura sempre com a promessa de que os serviços começariam na segunda feira, só que não diziam de que ano e nem do qual mês. Após um ano e sete meses de espera, a prefeitura alugou uma casa no mesmo bairro para que nós mudássemos e assim iniciar as obras na casa afetada.
Não bastasse o transtorno das idas e vindas na secretaria de infraestrutura, dos pedidos pra sair mais cedo do trabalho, das tentativas fracassadas de falar com o prefeito, e de ter nosso lar constantemente perturbado com a presença de pessoas à mando dos responsáveis em realizar a obra, pra fotografar, fazer perguntas e etc. Já estamos à ponto de completar sete meses que saímos da casa e até agora nada foi feito.

Ontem, dia 18 de Março, apareceu mais um representante da prefeitura dizendo que segunda feira
começariam os serviços na casa. Somando o tempo total desde que fomos afetados pela obra da prefeitura, já está próximo de completar dois anos.
Venho a esta casa pedir providências aos senhores e senhoras representantes do povo, no sentido de que façam cessar os incômodos,
fiscalizem de perto essa obra na nossa residência, não permitam que seja
apenas mais uma promessa não cumprida do prefeito. É através da câmara de vereadores que o povo tem vez e tem voz, façam valer o nosso voto.

Chega de esperar pra falar com o Sr Altair Júnior de sete da manhã até duas da tarde e nunca ser atendido. Antes, era o vice prefeito que nos atendia, mas nada podia fazer, pois não era o mandatário direto.
Tenho em meu poder cópia do contrato firmado entre a prefeitura e a firma construtora que venceu a licitação, cujo nome de fantasia ou razão social é Veneza construção. Bem como cópia do parecer da procuradoria geral do
município que atesta a urgência na execução dos serviços, como também
cópia da dispensa número 2/2017 onde consta o orçamento estimado para a realização da obra cujo valor foi de R$112. 147,95.

Gostaria de saber, se esse valor foi pago a construtora, porque minha casa não foi consertada? Acredito que esse colegiado tem como buscar essa
resposta.
Concluo minhas palavras na esperança de que doravante, com o caso sendo do conhecimento de todos, possamos ver o nosso direito sendo respeitado.
Finalizo com as palavras da Bíblia sagrada no livro de Provérbios 29. 2 que diz:Quando os justos se engrandecem o povo se alegra, mas quando o ímpio
domina o povo geme.”

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