‘Não tenho tesão de voltar’, diz Jungmann

Foto: Arthur Mota

Ex-ministro descarta concorrer em 2020

Do BLOG DA FOLHA

Por: Renata Bezerra de Melo 

Por 30 anos, Raul Jungmann ocupou cargos públicos – foi ministro da Reforma Agrária, da Defesa, da Segurança Pública, presidente do Incra, presidente do Ibama, secretário de Planejamento de Pernambuco, presidente do Conselho de Administração do BNDES, entre outras coisas. Hoje, atua numa consultoria para o Porto Digital e anota: “Estou feliz da vida com o trabalho que estou fazendo”. Por proposição do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Bruno Schwambach, ele integra também o Conselho de Suape. Continua vindo a Pernambuco e inserido no contexto local, mas, agora, a partir de uma perspectiva privada. Está descartado concorrer na eleição de 2020? Ele devolve: “A palavra que vem é jovem, mas vou usar. Eu não sinto tesão de voltar”. E emenda: “Eu me recordo, tenho amigos, participo de tudo, faço interlocução política. Tenho grande ativo, que é exatamente a rede de relações que foram construídas. Mas acho que essas coisas você precisa ter impulsão, vontade, desejo efetivamente e eu, com três mandatos de deputado federal e um de vereador, fui três vezes ministro…”. Jungmann faz uma pausa e considera que vai fazer 70 anos daqui a pouco, alega que precisa pensar na qualidade de vida. Chegou o momento, diz ele, em que, “de fato, queria outros desafios, outras perspectivas”. Pondera que deu contribuição no limite de duas possibilidades e que, atualmente, a disputa do mandato se tornou uma coisa muito desgastante. “Em primeiro lugar, pelas altas somas que são investidas. Eu não tenho essa capacidade de arrecadação, nunca tive”, observa e lembra que tinha um “voto de opinião, que é uma coisa que, em em alguma medida, está sumindo”. Em segundo lugar, realça “a degradação da vida política” e avisa que há outras formas de você, “contribuindo com o país, procurar também ser feliz”. Jungmann falou em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

Da amizade que não ficou

 Depois que deixou o PPS (hoje Cidadania), em meio a desabafos na época, Raul Jungmann viu a amizade de três décadas com Roberto Freire sofrer um estremecimento. Ficou abalada? “Não ficou abalada, mas também não ficou”, sapeca Jungmann.

Ponto final >Jungmann explica melhor: “Acho que, de parte a parte, tem um afeto. Agora, a gente não tem tido motivo de conversar, de falar ao longo desse ano, não temos tido. De fato, não temos tido motivos de se falar como a gente fazia antes. O afeto continua, a relação é que não”.

Ponte com Doria > Jungmann esteve com João Doria na última terça. Ele articula para o governador vir a Pernambuco conhecer o Porto Digital. Há uma proposta de parceria entre o Porto Digital e a secretaria de Ciência e Tecnologia de São Paulo, que pretende reproduzir, lá, um parque tecnológico nos moldes do de PE. Agenda pode se dar entre outubro e novembro.

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