Cultura

Cantor pernambucano lança CD de forró cult

Em “Um pé de tempo”, Zé Linaldo ressignifica ritmos tradicionais do Nordeste com letras que valorizam o artesanato poético

O cantor pernambucano Zé Linaldo acaba de lançar o CD “Um pé de tempo”, com a proposta de valorizar a poesia e evidenciar as letras das canções. Na era do forró universitário, ele se propõe a apresentar o forró cult, com elementos de literatura e filosofia.

Como destaca o artista, a base musical do novo álbum são os ritmos tradicionais submetidos a uma releitura. “A essência das melodias são o xote, o baião, o aboio, o arrasta-pé, mas atravessados pela influência de outros ritmos”, contou. Ele também ressalta, ainda, que o projeto busca resgatar a tradição poética das letras da música de raiz nordestina e que pode, assim, ser ouvido e dançado. 

Aliás, as músicas dançantes contam com arranjos que privilegiam os instrumentos tradicionais como zabumba, triângulo, pandeiro, agagô, além da clássica sanfona. Aliado a eles, dois aparelhos modernos que também já estão incorporados ao forró: guitarra e baixo elétrico.

As 11 canções que integram o álbum são fruto da pareceria entre o cantor e compositor Zé Linaldo e o poeta Eugenio Jerônimo. “O detalhe é que, além de um disco para forrozar, o trabalho apresenta melodias que inovam os consagrados ritmos nordestinos e letras em que sobressaem recursos poéticos e evocam passagens da literatura e da filosofia universal. Exemplos disso é a faixa “A rosa e o nome”, que retoma a milenar discussão entre o nome e as coisas, disfarçada numa história de amor”, comenta o poeta.

Na letra, a canção traz versos que dizem “O nome não é a rosa/Sem tê-lo ou por um diverso/Ela ainda será pétala/Perfume, sonho e mistério”. Além desta música, a dupla de compositores pede especial atenção a duas outras: “Sonsa felina”, que apresenta uma metáfora para saudade, e “O que é que eu digo a Gonzaga?”, que é descrita como um protesto diante da suposta banalização do forró.

O CD “Um pé de tempo”está à venda na loja Passa Disco, no bairro do Espinheiro, no Recife, e também nas plataformas digitais de música. 

Da Folha de Pernambuco

Assista ao clip abaixo:

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