Acadêmicos de Direito da FAMASUL participam de Júri Simulado no Fórum Aníbal Bruno em Palmares
Na manhã desta sexta-feira (05/06), acadêmicos do Curso de Direito da FAMASUL, participaram de um júri simulado, organizado pela turma do 7° Período sob orientação do Dr. Igor Holmes, promotor de justiça e Professor de Direito Processual Penal da referida instituição de ensino superior.
Os estudantes do 7° Período ocuparam as funções da magistratura, acusação, defesa, testemunhas e réu, enquanto para compor os jurados, foram convidados os estudantes do 5° período, que participaram do sorteio para compor o Conselho de Sentença.
Para Risadalvo, estudante do 5º Período que participou como jurado, disse a nossa reportagem: “Eu achei excelente a faculdade proporcionar esse momento de aprendizado prático do curso de Direito, entendeu? Assim, o curso de Direito fica muito mais rico com experiências reais feito essa.”
Por outro lado, Kênya Rodrigues (7º Período) que compôs a defesa falou: ‘Eu tenho apenas uma palavra que define tudo o que estou sentindo nesse momento. Gratidão. Gratidão à FAMASUL por proporcionar esse momento incrível aos alunos de Direito. Foi uma experiência incrível.”
Já o Acadêmico Nonato Barakah (7º período) que atuou como representante do Ministério Público, falou ao BS: “Na verdade foi uma experiência única onde a gente pôde exercer de forma prática o que a gente tem aprendido em sala de aula e pudemos comprovar hoje na prática como desejamos atuar. Então, foi uma prática muito favorável para o curso e a gente ficou bastante feliz.”
Marlon (5º período) atuou no corpo de sentença disse: “Eu acho que a experiência de ser jurado é totalmente diferente de você estar assistindo ao júri. Foi uma experiência grandiosa para meu aprendizado como estudante de direito.”
Enoque Rodrigues (7º período) falou da sensação de atuar como Juiz no tribunal: “É muito importante para a formação acadêmica e também para a formação como cidadão em si. Porque a gente entender como funciona um tribunal do júri, que é algo que vai decidir a vida de alguém, vai decidir o futuro não só do réu, mas da família, dos amigos. A gente tem que entender como funciona isso, como funciona aqui no Brasil, já que é um país que tem uma democracia respeitável no mundo todo, porque se a gente compara o Brasil com outros países que vivem em um estado de exceção, a gente tem que agradecer bastante por viver aqui. E o ato do Tribunal do Júri, ele é justamente isso. Ele é a reafirmação da democracia que a gente vive. Ele dá a oportunidade do réu se defender sobre algo que ele está sendo acusado. A gente não pode imaginar um Estado como um simples inquisidor, onde ele só quer propor o poder punitivo dele. mas sim um Estado que oportuniza a defesa, que oportuniza a cidadania. Essa prática é muito importante pra gente pra entender isso, não só entender uma pessoa que foi absolvida ou foi condenada, mas entender como funciona o Estado em si. E eu tenho muito a agradecer também ao esforço do doutor Igor, nosso professor, que nos proporcionou esse momento, que não é só de aprendizagem, mas como eu disse anteriormente, é um momento de cidadania.” Disse.
Por fim, o Professor Doutor Igor Holmes, falou o que achou da desenvoltura dos seu alunos (as): “Hoje a gente encerra uma atividade que durou talvez de dois a três meses. A atividade não foi só o júri. A atividade iniciou com um caso criminal inventado, e este caso foi entregue para a turma de acusação, alunos que representaram o MP. E após a acusação ser ofertada, a denúncia ser apresentada, tivemos alunos também para fazer a defesa do Moisés (Réu), protagonizado pelo nosso querido aluno Ediberto. Tivemos também uma audiência lá na faculdade, em que foram ouvidas várias testemunhas. Teve interrogatório do acusado. E após uma decisão que submeteu o Moisés ao júri de hoje, tivemos a sessão do júri simulado. Então hoje a gente encerra uma atividade que durou, e eu espero, do fundo do coração, que todos que participaram, alunos do 5º período, que julgaram, alunos do 7º período, que participaram ativamente como promotores, como defensores, como juízes, que eles levem isso como aprendizado para mais a frente, quando encarar uma situação real, levem essa experiência para diminuir um pouco o medo. Então, essa é a expectativa que eu tenho. Estou muito feliz.” Pontuou.

